sábado, 18 de abril de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
Proposta de trabalho nº 1 - Composição no quadrado

Iniciamos a nossa composição com a exploração de um simples cubo, o qual ao ser colocado numa diferente perspectiva tomou uma posição descendente, posição esta que reflecte a rigidez e segurança da relação. “Ao cubo estão associados os significados de honestidade, rectidão e esmero” (D. Dondis)
No que toca ao aspecto técnico, fomos desenvolvendo a composição no Photoshop a partir de uma imagem da Internet (cubo), juntando-lhe posteriormente um background em tons de preto. a gradação de tons de cinzento entre o branco e o preto constituem os extremos de significado com graus maiores ou menores de intensidade.

Numa fase seguinte e ainda no Photoshop, apostamos na aplicação da brush tool com uma tonalidade amarela, com o intuito de contrastar com as cores mortas do cubo e com a sua linearidade.
Posteriormente, transferimos a composição para o Freehand, onde procedemos à desfragmentação do círculo amarelo, “a cor que se considera mais próxima da luz e do calor” (D.Dondis), recorrendo ao uso de vectoriais. As diferentes partes resultantes desta decomposição foram dispersas no campo de composição, não descurando a harmonia visual. Foi neste seguimento, que se destacou a presença de uma silhueta que pode retratar a dimensão humana da composição.
No global, a imagem final pretende transmitir a dualidade de emoções presentes na música. Por um lado, temos o cubo inspirado na fase inicial da canção e que sugere a solidez da relação que se encontra ameaçada por factores externos, que continuamente afectam o quotidiano amoroso das personagens. Em contrapartida, o dinamismo expresso nas formas curvilíneas dispostas aleatoriamente e sobrepostas umas às outras reflectem essas mesmas externalidades. Aqui, foi utilizada a técnica da espontaneidade, que “se caracteriza por uma aparente falta de planeamento. É uma técnica de grande carga emotiva, impulsiva e transbordante.” (D.Dondis)
As diversas pequenas formas constituem uma espécie de barreira à estabilidade do compromisso, podendo também serem entendidas como os estilhaços do que não resultou (“we are turning into dust”).
Nem sempre podemos ter o que queremos, nem sempre os cubículos da nossa vida são os quartos de conforto. Os lençóis brancos que os envolvem e as paredes caiadas de desilusão estilhaçam e confundem.
A composição da decomposição dos sentimentos é o que pretendemos transmitir nestas imagens.
domingo, 22 de março de 2009
Tipografia
"Um bom designer utiliza a tipografia para gerar um equilíbrio visual que ajuda o leitor a assimilar o conteúdo."
Apesar dos meus fracos conhecimentos nesta área, fiz algumas pesquisas na Internet e aqui fica uma primeira análise.
Escolhi analisar este vídeo, porque ele transmite um certo humor. É muito simples, mas está cheio de simbolismo. As palavras sucedem-se umas às outras e, apesar de escritas em letras maiúsculas, têm um alto grau de legibilidade, isto é, o leitor consegue distinguir claramente os caracteres. Isto deve-se ao facto de as linhas que constituem as letras serem finas e serifadas e também ao contraste entre a cor de fundo (preto) e o a cor das letras (branco).
A repetição do tipo de letra e até mesmo de algumas palavras permite criar um padrão de identidade visual com o leitor, estabelecendo uma hierarquia.
É dado particular relevo às preposições e articuladores como “in” e“or”, enquanto que sequências de três ou mais palavras assumem um tamanho mais pequeno.
O alinhamento das palavras “possibilita uma coerência na narrativa da leitura, garantindo uma coexistência entre os elementos da interface com a própria tela do computador, além de permitir um alívio visual ao leitor”. A sequência de palavras vai sendo acumulada até formar uma espiral, que por sua vez dá origem a uma forma circular, a qual, se percebe logo a seguir, corresponde à íris do olho. Para finalizar, o nome do autor e o título do vídeo, formam o contorno superior, enquanto que o contorno inferior corresponde ao sítio da internet. Aqui, as letras iniciais são maiúsculas, enquanto que as restantes são minúsculas, sendo mais legível, porque é explorada a parte superior das palavras.
Alguns exemplos interessantes de tipografia, um trabalho de Oded Ezer: http://www.odedezer.com/index.html
Proposta de trabalho nº 1 - Composição circular
Background
Composição final em campo circular
Ainda no Photoshop, utilizamos a Brush Tool, criando duas formas circulares pretas. Ao exportar a imagem para o Freehand, recorremos às suas ferramentas para descompor os círculos pretos, o que permitiu conceber várias formas abstractas, descompondo também várias cores. A redução do que vemos a elementos visuais básicos constitui também um processo de abstracção, isto é, uma simplificação que tende a possuir um significado mais intenso e destilado. O facto de estas formas estarem dispostas no lado direito do campo, dá a sensação de movimento, de algo externo que se aproxima da rigidez patente nas linhas, ameaçando essa estabilidade e linearidade.
As cores vivas das linhas significam o amor, a cordialidade e a vida, contudo, simultaneamente, também transmitem o perigo da estabilidade da relação que pode conduzir à monotonia quotidiana dos dois amantes.
A pouco e pouco, os amantes vão-se resignando ao seu destino (“let me hold you for the last time, it´s the last chance to feel again), acabando as linhas firmes e sólidas por serem evadidas pelo abstracto do quotidiano.Se as linhas pretas desaguam nas linhas cor-de-laranja, estas redireccionam as águas para a espiral vermelha, espiral esta que tem vários caminhos que não se tocam, ou seja, destinos que se desencontram. Um desencontro marcado pela incapacidade de perdoar (“I tried to forgive but it´s not enough to make it all okay”) que, mesmo que tentem ignorar, acabam por viver numa realidade irreal (“when i love you rings so untrue”).
A espessura das linhas por si só também tem uma intenção: as linhas pretas e laranjas adoptam uma postura mais robusta, uma vez que representam a uniformidade dos dois seres, que juntos se fortalecem. Porém com o aproximar de emoções desfiguradas e fragmentadas, a segurança das linhas apontam para o vermelho que, apesar de transmitir uma conotação quente e viva, se revela um campo susceptível, inseguro e incapaz de fomentar a estabilidade, certeza e firmeza dos sentimentos.
A música refere-se frequentemente ao fogo, ao forte viver das emoções e, portanto a escolha das cores para a nossa composição seguiu esse mesmo contexto. Optamos por não sobrecarregar o trabalho de uma multiplicidade de cores, uma vez que queríamos que as tonalidades mais quentes e emotivas se destacassem da simplicidade e leveza do branco, que representa nada mais do que os primórdios da relação.
Ao longo da música compreende-se a existência de uma evolução do estado da relação, concluindo-se de que já não vale a pena continuar porque só restam as poeiras e tudo ruiu entre eles (“we are turning into dust, playing house in the ruins of us”), portanto é como se corressem mas nunca avançassem (“it´s like chasing the very last train, when we both know it´s too late”).
sábado, 21 de março de 2009
Análise sobre os elementos e técnicas de comunicação visual (versao 2)
"Composição Clara"
"Kandinsky, citado por José Gil em "A Imagem-Nua e as Pequenas Percepções"
"Pintar é uma arte. A arte é um poder que deve ser dirigido para o crescimento da alma. Se a arte não realiza seu trabalho, o abismo que nos separa de Deus permanece sem uma ponte."


